As companhias britânicas travam os seus planos de expansão devido ao Brexit

As companhias britânicas travam os seus planos de expansão devido ao Brexit

12/08/2016 fonte “Expansión”

As companhias britânicas prevêem suspender temporalmente os seus planos de expansão e contratação ante a actual conjuntura de incerteza gerada pelo Brexit. Alguns analistas acreditam inclusive que a economia britânica entrará em recessão nos próximos meses por causa dos efeitos do Brexit.

O Banco de Inglaterra adverte, através de um relatório elaborado a partir de dados de 270 empresas, que a despesa dos consumidores abrandou e a procura de produtos que requerem grandes dispêndios caiu após o referendum sobre a permanência ou não na União Europeia (UE) no passado dia 23 de Junho.

“O questionário, que sugere que o facto de que as empresas britânicas estejam a travar os seus planos de expansão, é consistente com o consenso geral entre os economistas de que o Reino Unido experimentará uma suave recessão durante os próximos seis a doze meses”, afirmou o economista James Knightley, do banco ING, à agência local PA.

O Banco de Inglaterra anunciou na semana passada novas medidas de estímulo para impulsionar a economia e desceu os tipos de juro ao mínimo histórico de 0,25 %. No entanto, o banco central britânico informou hoje que não pôde cumprir na terça-feira passada os seus objetivos de compra de dívida estabelecidos no seu programa, sofrendo assim um revés que não esperava. O banco emissor esperava comprar títulos de obrigações pelo valor total de 1.170 milhões de Libras (1.350 milhões de Euros), mas não a final não pode adquirir 52 milhões de Libras (60 milhões de Euros) desse total, um cenário inédito desde que iniciou o seu plano de “alivio quantitativo” em 2009.

Por outro lado, o influente Instituto de Estudos Fiscais britânico (IFS, em inglês) emitiu um relatório onde refere que perder o acesso ao mercado único europeu significaria para o Reino Unido uma perda potencial de 4 % do Produto Interno Bruto (PIB).

Os economistas dessa entidade opinam que o preço que Londres deveria pagar pelo seu acesso ao mercado comum como membro externo à União Europeia é pequeno comparado com os benefícios que ele traz ao país em matéria de comércio e finanças públicas, mas também pelos standards de vida que o acordo comercial com a Europa permite.